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Dissertações

"""" A SUBJETIVIDADE COMO RESPONSABILBIDADE POR OUTREM """"

JANE ROLDAN PINTO DE LIMA

Dissertação
Autor
JANE ROLDAN PINTO DE LIMA
Orientador(a)
BENEDITO ELISEU LEITE CINTRA
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1998
1998JANE ROLDAN PINTO DE LIMA. """" A SUBJETIVIDADE COMO RESPONSABILBIDADE POR OUTREM """". 1998. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): BENEDITO ELISEU LEITE CINTRA.3

Este trabalho busca refletir o pensamento de Emmanuel Lévinas naquilo que ele possui de mais significativo: uma aproximação do pensamento judaico com todo o pensamento filosófico ocidental. Centrado sobretudo na principal obra de Lévinas – Totalidade e Infinito – ele tenta mostrar que este filósofo, por reconhecer uma falha do pensamento ocidental, e por experienciar juntamente com o seu povo – os judeus – a realidade mais marcante e evidente da crise do humanismo, a Segunda Guerra Mundial, realiza uma tentativa de dar novamente um significado ao humanismo através da ética. A ética é vista, então, como o elemento capaz de reestruturar as relações humanas a partir do respeito pela autonomia de cada membro da relação. Sua autenticidade será garantida através do principal modelo de relação representado pela subjetividade e pela alteridade no plano teórico/prático. Mas este modelo ideal que, segundo Lévinas, foi totalmente abandonado pela ontologia quando, em quase toda a sua trajetória, privilegiou a figura do mesmo, só será alcançado através da forma da idéia do infinito presente no pensamento cartesiano. Esta forma, juntamente com alguns elementos do pensamento do Judaísmo, gera a teoria como respeito à exterioridade denominada por Lévinas de metafísica. Ela é a possibilidade da ética ser vista como ótica em que o outro se revela à subjetividade na sua nudez e esta, parte ao seu encontro, impulsionada pela bondade e pela justiça, para acolhê-lo e reconhecer, através dessa transcendência, que o sentido mesmo da sua existência está em ser responsável pelo outro.