- Autor
- Marcelo José Doro
- Orientador(a)
- Luiz Alberto Hebeche
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
Trata-se de um estudo sobre o caráter e a abrangência da crítica heideggeriana ao conceito tradicional de verdade. Num primeiro momento, nos capítulos I e II, são levantados os aspectos gerais que indicam uma mudança no lugar onde é posta a questão da verdade. Depois, no capítulo III e também na conclusão, são trabalhadas as implicações de tal mudança para a questão da verdade em geral e para a própria filosofia. A pretensão é mostrar que as considerações de Heidegger não tem por objetivo a produção de um novo conceito de verdade, que venha rivalizar com os já existentes; o que está em jogo é uma problematização mais ampla da verdade, enquanto um fenômeno de bases existenciais e, portanto, não apenas como conceito lógico-semântico. Transpondo os limites da lógica, Heidegger se pergunta pelas condições ontológico-existenciais da verdade. Então, ele desenterra a concepção grega de alétheia para assinalar o modo fundamental da verdade como descoberta e, valendo-se das conquistas de sua Analítica Existencial, liga essa descoberta ao modo de ser do ser-aí. Disso se segue a afirmação de que toda verdade é relativa ao ser-aí e a conseqüente negação da possibilidade de verdades absolutas.
