A vida como uma obra de arte: a ética hedonista na perspectiva de Michel Onfray
ROSANA FONTELLA SANTIAGO
- Autor
- ROSANA FONTELLA SANTIAGO
- Orientador(a)
- Ricardo Timm de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
O presente trabalho pretende mostrar como é possível a prática de uma ética hedonista moldada por padrões estéticos, a partir do projeto de uma ética hedonista proposto por Michel Onfray. Valores como amizade, doçura, polidez, respeito e reciprocidade são considerados essenciais para o desenvolvimento desta ética, que é tida como prazerosa, aristocrática e por isso estética...É entendida como sublime por ser eivada de pathos, singular e subjetiva. Por isso o sentimento do sublime é o princípio seletivo da ética hedonista proposta por Onfray. É o sentimento do sublime que permite a escolha das formas que nos dão prazer, pois quem alguma vez encontrou o sublime, quer experimentá-lo novamente, sem cessar, sempre multiplicando as oportunidades para realizá-lo ou aproximá-lo de sua interioridade...É uma ética-estética porque assim como na arte, no hedonismo as diferenças são respeitadas e preservadas. É estética por que é subjetiva, sensualista e tem como objetivo o prazer. Um hedonista, neste sentido, tem a alma de artista, é prometéico, demiúrgico, alegre, elegante e criativo. Está sempre disposto a romper barreiras, construir mundos e formar imagens. Deseja o próprio prazer, mas no entanto, jamais esquece que seu prazer nunca deve suplantar o prazer do outro.
