AGRAVOS DO NEGACIONISMO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR
Patrícia Ribeiro Feitosa Lima, Nilson Vieira Pinto, Raul Aragão Martins, Rogério Parentoni Martins
- Autor
- Patrícia Ribeiro Feitosa Lima, Nilson Vieira Pinto, Raul Aragão Martins, Rogério Parentoni Martins
- Revista
- ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.56837/Araripe.2023.v4.n1.1148
- Páginas
- 92-104
- Idioma
- pt
No presente ensaio, discute-se o impacto do negacionismo na Educação escolar. Essa ideologia é baseada em falsos argumentos, cujos protagonistas negam evidências cientificamente comprovadas, como forma de fortalecer seus anseios pelo poder. A narrativa negacionista atinge pessoas que aceitam acriticamente e replicam esses argumentos como se fossem verdades absolutas. Um dos resultados da disseminação e aceitação dessa ideologia é o estímulo a ações extremistas, como vimos acontecer recentemente no Brasil. A negação fomenta intencionalmente os analfabetismos histórico, social e científico. As pessoas "contaminadas" por essa ideologia extremista ignoram os argumentos lógicos e permanecem alheias ao avanço da Ciência. Acreditam em disparates, como o chamado “terraplanismo”; são disseminadores de informações falsas; promovem “cruzadas” antivacinação; defendem o uso de medicamentos ineficazes; e fomentam o descrédito da democracia. As ideias de Paulo Freire, que estimulam o cultivo do pensamento crítico e emancipatório, é o aporte teóricometodológico que norteia este ensaio, contextualizado na prática docente dos autores, que consideram a Educação como uma prática de liberdade.
