ARTE E VERDADE: UMA ANÁLISE DO ENSAIO """" A ORIGEM DA OBRA DE ARTE DE MARTIN HEIDEGGER""""
LUCIANA DA COSTA DIAS
- Autor
- LUCIANA DA COSTA DIAS
- Orientador(a)
- MARCO ANTONIO DOS SANTOS CASA NOVA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
Foi investigada a conexão entre arte e verdade no pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger, mais especificamente, em seu ensaio ?A Origem da obra de arte?, de 1936. Esta conexão surge daquilo que mais propriamente caracterizaria a obra de arte, pois este autor compreende a arte como o próprio pôr-se em obra da verdade do ser, isto é: a arte seria o próprio acontecimento da verdade em caráter originário. Investigar a relação entre arte e verdade é investigar o próprio ser das obras de arte, aquilo que está por trás de sua possibilidade de ser o ente que é..A fim de alcançarmos a medida em que a verdade pode acontecer como arte, analisaremos dois exemplos de obra de arte: uma pintura de Van Gogh e um templo grego, a partir dos quais iremos paulatinamente aprofundar aquilo que Heidegger põe como estando em jogo em toda obra de arte: a instauração de um mundo e a produção da terra. Será explicitado também o que estes conceitos, mundo e terra, significam e o modo como seu conflito se relaciona com o próprio acontecer da verdade como alétheia. .A arte se relaciona com a verdade porque traz em si a possibilidade de instauração de uma nova dimensão da abertura do ser, por meio da qual não só os entes podem assomar em caráter originário como também a própria abertura se visibiliza enquanto abertura do ser. Tal se faz possível na arte porque ela é, em última instância, aquilo que Heidegger denomina como poiesis: o próprio produzir da verdade do ser.
