Ato e Potência: Um estudo sobre a relação entre ser e movimento no livro - Da metafísica de Aristóteles.
Alexandre Lima
- Autor
- Alexandre Lima
- Orientador(a)
- Arlene Reis
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2005
Com o proposito de analisar a relação entre ser e movimento a partir dos concdeitos de ato e potência, elaboramos um mapeamento do livro """"0 da metafísica de Aristóteles"""", capaz de orientar o entendiemnto de sua estrutura central. Visto como um dos modos de se dizer ser, o ser em ato e potência é parte integrante e fundamental da investigação metafísica. A distinção entre ser em ato e em potência pretende resolver o clássico probelma de não-ser que vem a ser, mostrando como não-ser é apenas não-ser ainda em ato, mas já mé ser em potência e este guarda as condições para sua necessária atualização. A reconstrução argumentativa do livro procurou ressaltar três aspectos principais: (1) Ato e potência funcionam como um elemento de conexão entre as outras ciências - práticas, produtivas e teóricas - que são subordinadas à Ciência do Ser, a metafísca. (2) Há uma forte entre o par conceitual ato/potência e os outros conceitos fundamentais da filosofia aristotélica, tais como: substÂncai, forma, matéria, ação, bem, natureza e fim. Desse modo, ato e potência somente serãom plenamente compreendidos se também forem considerados esses outros conceitos. (3) Há uma relação direta entre os dois sentdos em que ato e potência podem ser entendidos - o cinético e o metafísico - e a seguinte divisão interna de 0: 01 a 05 a investigação está centrada sob o ângulo do movimento, é o momento cinético, em que Aristóteles se dedica mais a análise da potência caracterizada como um principio de movimento. A idéia central é ressaltar que se todas as coisas estivessem já em ato não haveria possibilidade de movimento. De 06 a 010 a investigação está centrada sob a perspectiva da substância, é o momento metafísico, com maior destaque à análise do atoe suas relações com a forma e, portanto, com a substância. Por serem conceitos originários, ato e potência só podem ser pensados de modo imediato, não cabendo uma definição no sentido estrito, devendo ser compreendidos somente por meio da analogia da porporção. Arsitóteles defende ainda anterioridade do ato perante a potência, pois é necessário que exista algo já em ato para que um outro, em potência, venha ser. O livro 0 está inserido num plano maior de investigação, a metafísica, cujo objeto central é substância, e desse modo, ato e potência são conceitos que somente se esclarecem e têm sentido a partir da substância.
