- Autor
- Gil Meyer
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 13 / 25
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v13n25a1999-809
- Páginas
- 273-276
- Idioma
- pt
Seria difícil escapar, no ano de 1996, às comemorações do aniversário de Jean Piaget. Inúmeras conferências no mundo inteiro, homenagens em Genebra, entre a inauguração de um busto, a edição de um CD-ROM, e a ocorrência simultânea de dois congressos internacionais, dos quais um visava colocar em perspectiva as abordagens de Piaget e Vygotsky. Todavia, salienta Bronckart, seu atual sucessor à frente da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação de Genebra, a celebridade atestada pelas comemorações do sábio genebrino não garante na mesma medida a continuidade científica, o “núcleo duro” de sua teoria. Certamente, constata Bronckart, Piaget permanece um dos autores mais reivindicados pelos pedagogos e psicólogos da criança, mas, acrescenta ele, sua obra “não parece ter orientado de maneira decisiva o redimensionamento contemporâneo das ciências da vida, do homem e do conhecimento” (p.13). Quando muito, na postura altiva daquele que ocupa os lugares de herança acadêmica, Bronckart concede a existência de “alguns descendentes locais”. Palavras-chave: Educação; Jean Piaget; Percursos piagtianos.
