- Autor
- MARCOS ANTONIO DA SILVA ROMA
- Orientador(a)
- AQUILES CORTES GUIMARAES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Esta dissertação tem como objetivo destacar as bases empiristas da Filosofia de Henri Bergson. Da tradição empirista ressalta a influência de Berkeley, a partir de quem, sob a fórmula Esse Est Percipi, liberta das impregnações idealistas, restaura-se os vínculos entre matéria e percepção. Em seu percurso define, sobretudo, a crítica bergsoniana à tradição empirista que vai reprovar o fato de ter confundido a diferença, reduzindo-a a mera diferença de grau e, por isso, ter rejeitado o original pela tradução, o tempo, a duração real, o seu esquema espacial. O empirismo quantitativo e de perspectiva homogênea Bergson vai transmutar no empirismo superior, no empirismo do tempo puro qualitativo e heterogêneo, esgaçando as tímidas diferenças de intensidade ou de grau pelas diferenças de natureza até que a diferença, o singular, obtenha legitimidade ontológica. Pela memória reencontra o passado puro, condição para que os presentes passem, mantendo entre ambos, por um lado, diferenças de natureza, e por outro, superando já seu dualismo, restaura o monismo dos graus coexistentes, em que as diferenças de grau são incorporadas. A matéria torna-se então o mais baixo grau da duração.
