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Bildung e segunda natureza: Mcdowell leitor de Gadamer

Bruna Natália Richter

Autor
Bruna Natália Richter
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 1
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i1.1061
Páginas
186-196
Idioma
pt
2019Bruna Natália Richter. Bildung e segunda natureza: Mcdowell leitor de Gadamer. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 1, p. 186-196, 2019.2

Em seu livro Mente e Mundo John McDowell pretende superar a oscilação entre duas abordagens que pretendem mediar à relação entre as mentes e o mundo, de um lado temos o mito do dado dizendo que os pensamentos precisam de uma coerção a partir do mundo exterior, e do outro lado temos o coerentismo que apresenta a ideia de que apenas uma crença pode justificar outra crença. Para defender sua abordagem e naturalizar as capacidades conceituais, situando a espontaneidade na natureza sem reduzi-la no interior do reino da lei. A natureza humana seria então uma segunda natureza que não é só formada a partir das capacidades adquiridas no nascimento, mas que são formadas também a partir da Bildung. Ao lançar mão dessas noções, McDowell traz a discussão das ideias de Han-Georg Gadamer sobre a experiência de abertura para o mundo através da linguagem. Deste modo, a intenção do presente artigo é de discutir sobre as implicações das noções de Bildung e segunda natureza na obra de McDowell buscando um maior esclarecimento a partir da influência e das interpretações de Gadamer.