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Catherine Malabou e a plasticidade: um motivo filosófico para o mundo contemporâneo

Ainhoa Suárez Gómez

Autor
Ainhoa Suárez Gómez
Revista
Perspectivas
Edição
9 / 1
Ano
2024
DOI
10.20873-rpvn9v1-13
Páginas
272-295
Idioma
pt
2024Ainhoa Suárez Gómez. Catherine Malabou e a plasticidade: um motivo filosófico para o mundo contemporâneo. Perspectivas, v. 9, n. 1, p. 272-295, 2024.3

Este artigo analisa o conceito de plasticidade da filósofa francesa Catherine Malabou num diálogo transdisciplinar entre filosofia, neurociência e psicanálise, tal como apresentado nos seus livros Que faire de notre cerveau ? (2004), Les Nouveaux Blessés. De Freud à la neurologie, penser les traumatismes contemporains (2007) e Ontologie de l'accident. Essai sur la plasticité destructrice (2009). O levantamento destas obras nos permite situar o pensamento de Malabou no quadro de uma reflexão materialista que explora a ligação (problemática) entre corpo e mente, ou, mais precisamente, entre cérebro e psique. Argumenta-se que a sua proposta, a partir de uma crítica ao imperativo capitalista que exige uma flexibilidade incessante dos indivíduos, a partir de uma reflexão sobre as consequências identitárias dos acidentes vasculares cerebrais, oferece uma ressignificação radical do sujeito contemporâneo, sugerindo, ao mesmo tempo, formas de ação destinadas a operar mudanças políticas e sociais significativas em resposta à atual crise civilizacional.