CIÊNCIA COGNITIVA E AUTO-ORGANIZAÇÃO: UM ENCONTRO NO MODELO CONEXIONISTA DA MENTE.
MAURIZIO DE QUEIRÓZ OLIVEIRA
- Autor
- MAURIZIO DE QUEIRÓZ OLIVEIRA
- Orientador(a)
- MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1999
Nesta dissertação analisamos um possível encontro de interesses explicativos da atividade entre dois paradigmas científicos: a ciência cognitiva e a teoria da auto-organização. Oriundos dos estudos da cibernética, esses paradigmas fornecem uma estrutura conceitual relevante para compreender a natureza dos processos cognitivos. Inicialmente, caracterizamos o campo da ciência cognitiva, ressaltando seu domínio de atuação, seu histórico, seus principais pressupostos metodológicos e os modelos computacionais por ela utilizados para estudar a natureza da atividade cognitiva. Dominada em seus primeiros anos pelo modelo de Inteligência Artificial, que estuda o comportamento inteligente apoiando-se na manipulação de símbolos através de regras abstratas, esta ciência, mais recentemente, retoma o modelo das Redes Neurais Artificiais como instrumento de análise do pensamento inteligente. Tal modelo postula que a cognição é o efeito da dinâmica da interação entre um conjunto de elementos densamente interconectados. No presente trabalho, analisamos o modelo de Rede Neural de Kohonen, utilizado para emular propriedades de auto-organização. A rede de Kohonen de caracteriza pela sua plausibilidade biológica e, principalmente, por não exigir a presença de um elemento supervisor para controlar seu processo de aprendizado. Com base em um processo de competição entre elementos de uma determinada vizinhança, o modelo de Kohonen consegue detectar regularidades presentes nos padrões informacionais do meio ambiente e mapeá-las sobre um conjunto de elementos bidimensionais, formando os chamados Self-Organizing Maps. Finalizamos nosso trabalho destacando os principais aspectos de auto-organização exibidos pelo modelo de Kohonen, bem como seus limites perante as principais hipóteses da auto-organização.
