Voltar para Dissertações
Dissertações

Cognição e Ação Significativa – Contribuições do Realismo Pragmaticista para a Epistemologia Contemporânea

LUCIANE RODRIGUES

Dissertação
Autor
LUCIANE RODRIGUES
Orientador(a)
WILLEM FERDINAND GERARDUS HASELAGER
Universidade
UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA — UNESP/MAR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009LUCIANE RODRIGUES. Cognição e Ação Significativa – Contribuições do Realismo Pragmaticista para a Epistemologia Contemporânea. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO/MARILIA, SP. Orientador(a): WILLEM FERDINAND GERARDUS HASELAGER.3

Neste trabalho, procuraremos explicitar aspectos do conceito contemporâneo de cognição, fundamentando nossa análise no Realismo Pragmaticista. De acordo com esta perspectiva, a cognição segue o princípio da ação que se configura em dois níveis: um ontológico que caracteriza a ação como hábito e outro epistemológico que caracteriza a ação como Semiose. No contexto geral das discussões sobre o conceito de cognição, a definição que mais se difundiu trata a cognição como representação simbólica. A abordagem Representacionista, como é chamada, considera que o sujeito abstrai o mundo, formando representações internas, desconectadas da realidade. Aqui, a capacidade cognitiva do sujeito é vista como sua ação significativa, que está necessariamente ligada a sua Realidade Histórica. O conceito-chave desta perspectiva é o de Signo que delimita a forma com que o sujeito pensa seu mundo, através de sua interação com uma história pessoal, formada ao longo do tempo. Em nossa abordagem, símbolos são tipos específicos de processos de significação; sendo que sua caracterização depende do conceito de Signo, mais geral e, portanto, mais adequado para o entendimento da noção de cognição. Nesta perspectiva, o sujeito clássico é substituído pelo que chamaremos de sujeito semiótico. O sujeito semiótico organiza aspectos de sua realidade histórica através da ação significativa, que somente se torna possível dentro de seu universo semiótico; a realidade histórica do sujeito é, por hipótese, constituída de signos que estão diretamente relacionados com seu universo específico. Para entender a formação da realidade histórica que possibilita a ação significativa do sujeito, aspectos inatos e adquiridos de sua história são considerados. Em nossa abordagem, esses aspectos são tratados a partir do intricamento entre a história evolutiva e cultural do sujeito. Utilizaremos como exemplo principal desse intricamento o uso de ferramentas arqueológicas, analisando diferentes aspectos de sua história que possibilitaram a ação significativa de seus usuários.