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Como a linguagem molda a memória episódica: uma proposta enativista radical

José Carlos Camillo

Autor
José Carlos Camillo
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
31 / 66
Ano
2024
DOI
10.21680/1983-2109.2024v31n66ID34584
Idioma
pt
2024José Carlos Camillo. Como a linguagem molda a memória episódica: uma proposta enativista radical. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 31, n. 66, 2024.3

O enativismo radical defende que cognição básica não é composta por computações de informações representacionais. Diante dessa proposta, a memória episódica (de eventos que alguém viveu) pode se tornar um desafio para essa abordagem da cognição humana especialmente porque parece intuitivo que memórias representam os eventos passados. Neste artigo, esse problema será abordado a partir da discussão acerca de como a linguagem humana molda a memória episódica. Será argumentado que a linguagem afeta as funções da memória episódica de modo a concedê-la uma função comunicativa e, como tal, representacional.