Concepção Sistêmica do Indivíduo: Auto-Organização e Reabilitação Biopsicossocial.
ISABELA APARECIDA DE OLIVEIRA LUSSI
- Autor
- ISABELA APARECIDA DE OLIVEIRA LUSSI
- Orientador(a)
- ALFREDO PEREIRA JÚNIOR
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2003
O presente estudo tem como objetivo principal investigar a dinâmica da vida mental de uma pessoa a fim de verificar a existência de processos auto-organizados nas interações entre os diversos aspectos que a compõem. Considera-se que as pessoas interagem com o ambiente físico e social, onde buscam a expressão e realização de suas vivências e aspirações subjetivas. Assumindo a existência de uma estreita correspondência entre os aspectos subjetivos da vida mental e as modalidades de ação desenvolvidas pela pessoa no ambiente, procura-se aqui representar a dinâmica da mente individual como um sistema que abrange a interação de várias modalidades de manifestação do universo mental (identificadas no âmbito das seguintes categorias: a família, o trabalho, o lazer, a corporeidade, a sociabilidade e a transcendência). Assumindo também um conceito de satisfação inspirado no princípio de prazer proposto por Freud, discute-se como as vivências do indivíduo no âmbito dessas modalidades se complementam, se compensam ou entram em conflito ao longo de sua história de vida. A partir da identificação dessas modalidades e submodalidades, e de suas formas de interação, procura-se compreender as configurações mentais associadas às noções de saúde e transtorno mental, com vistas a elaborar a proposta de um instrumento metodológico capaz de avaliar a dinâmica temporal da satisfação do indivíduo, o qual, eventualmente, poderá receber um maior refinamento científico para que futuramente possa ser utilizado na prática profissional do terapeuta ocupacional, que atua na área de saúde mental, como suporte para a elaboração de um programa mais adequado de intervenção terapêutica. Finalmente, levanta-se a possibilidade de se conceber as atividades de terapia ocupacional, assim como qualquer outro tipo de intervenção compreendida em um programa de reabilitação biopsicossocial como signos indutores da auto-organização individual.
