Consciência e Psiquismo (Uma Investigação sobre a Concepção do Sujeito em Sartre
Zilma Brighenti
- Autor
- Zilma Brighenti
- Orientador(a)
- Cláudia Pellegrini Drucker
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA — UFSC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2006
Jean-Paul Sartre (1905-1980), filósofo francês, deixou uma obra importante para a filosofia, a literatura, a psicologia, o teatro, a política. Foi um intelecutal engajado nas lutas de classe, para forjar mudanças importantes na perspectiva de uma sociedade e uma humanidade mais conscientes, menos vítima das crenças e dos falsos valores. O existencialismo frnacês deixou um grande legado para a filosofia e psicologia, que parte da premissa: """" a existência precede a essência"""", e uma nova ontologia que é marco fundamental no pensamento filosófico e psicológico do século XX. Sua vasta contribuição para a filosofia e psicologia veio trazer nova compreensão da constituição de sujeito, rompendo com os postulados da filosofia e psicologia de sua época..Jean-Paul Sartre entregou ao mundo seu projeto de ontologia fenomenológica, na obra """"O Ser e o Nada"""", rompendo com os dualismos da filosofia e formulando uma nova compreensão da consciência e do funcionamento psiquíco, com uma proposta de sujeito como realidade humana livre e em construção ininterrupta. O ser é um constante vir-a-ser, o projeto do """"Para-si"""" é busca jamais concluída, pois o homem está perpetuamente em construção de seu ser. Sartre foi um intelectual que trabalhou incessantemente para forjar mudanças que considerava importantes. questionou os valores da racionalidade ocidental, o homem fabricado segundo valores pré-determinados, mostrou uma nova compreensão do ser e do nada e que o homem é um projeto perpétuo em seu existir, pois constrói-se ao mesmo tempo em que constrói a história. A filosofia e a psicologia foram assim radicalmente reformuladas. Sartre deixou uma análise rica e abrangente da concepção de homem, de consciência e de liberdade. Entender o sujeito segundo Sartre é dar ao homem um futuro com alguma possibilidade real. Só a liberdade pode tornar inteligível uma pessoa em sua totalidade. A liberdade em luta com o destino e na contingência, mas sempre considerando que o mais importante não é o que fizeram do homem, mas o que ele próprio conseguiu fazer na luta contra o dado e na apropriação de seu espaço no mundo. O homem é condicionado, mas não é pré-determinado. Seu movimento no mudno, por pequeno que seja, é livre. Livre para lutar e livre para fazer-se.
