Contribuições e limites da abordagem analítica na filosofia da psicologia de Ludwig Wittgenstein
Pedro Dulci
- Autor
- Pedro Dulci
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 17 / 1
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.31977/grirfi.v17i1.798
- Páginas
- 240-255
- Idioma
- pt
O presente artigo tem como objetivo apresentar as contribuições de Ludwig Wittgenstein à fundamentação do saber e prática psicológica. Isso será feito em dois movimentos fundamentais: em primeiro lugar, reconstruiremos os interlocutores de Wittgenstein (psicologia empírica, fenomenologia e psicanálise freudiana) e as questões que estavam pressupostas em cada um deles (cartesianismo e uso impreciso da linguagem). Em segundo lugar, argumentaremos sobre o método analítico que Wittgenstein escolheu para lidar com essas questões. Isto significa, pelo menos, duas coisas: (1) Wittgenstein assume que a linguagem descritiva (dos fatos no mundo) é o padrão para a interlocução humana, mas que também a linguagem expressiva (das ocorrências subjetivas) tem seu lugar de importância, ainda que com ressalvas; (2) essa distinção de gramáticas fundamentará o seu método de lidar com as questões psicológicas: através da interpretação e descrição do comportamento, entendido como manifestação externa das vivências internas, a terceira pessoa terá um acesso privilegiado às ocorrências da consciência da primeira pessoa. Concluiremos o trabalho com considerações críticas sobre os benefícios e as deficiências da abordagem wittgensteiniana.
