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Dissertações

CRÍTICA AO FUNDACIONISMO CARTESIANO COM BASE NO ARGUMENTO CONTRA A LINGUAGEM PRIVADA.

Pablo Moreno Paiva Capistrano

Dissertação
Autor
Pablo Moreno Paiva Capistrano
Orientador(a)
Glenn W Erickson
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE — UFRN
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2003
2003Pablo Moreno Paiva Capistrano. CRÍTICA AO FUNDACIONISMO CARTESIANO COM BASE NO ARGUMENTO CONTRA A LINGUAGEM PRIVADA.. 2003. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, RN. Orientador(a): Glenn W Erickson.2

A presente dissertação tem o objetivo de comprovar a pertinência do uso do argumento de Wittgenstein contra a linguagem privada como uma crítica ao fundacionismo cartesiano. Desta feita procura demonstrar: (1) num primeiro capítulo, a viabilidade conceitual de se encarar o argumento cartesiano do cogito, não como um simples silogismo, mas como um exemplo de uma experiência privada de adequação de um termo (cogito) à uma experiência mental interna (processo de pensamento); (2) num segundo capítulo a dependência do argumento contra a linguagem privada da idéia de que regras só podem ser seguidas mediantes critérios de correção fornecidos por uma comunidade lingüística que seja externa ao sujeito privado, de modo a ser inviável a suposição de que é possível nomear uma experiência interna sem recorrer a critérios externos de uso de termos: (3) num terceiro capítulo, a pertinência da hipótese levantada por Anthony Kenny, de que o alcance do argumento contra a linguagem privada pode ser estendido a idéia de privacidade epistêmica e ontológica, que emprestaria validade ao fundacionismo presente no argumento do cogito cartesiano. A fim de tornar evidente a pertinência do uso do argumento Wittgenstein contra o fundacionismo de Descartes, faz-se necessário também, no terceiro capítulo da presente dissertação, demonstrar a impertinência das objeções à hipótese de Anthony Kenny, com base na experiência de pensamento do cérebro no recipiente, de modo a deixar claro a incompatibilidade existente entre a idéia cartesiana de cogito e a noção wittgensteiniana de que a linguagem é uma atividade seguida por meio de regras, cujos critérios de correção devam ser externos e intersubjetivos...Palavras-chave: Wittgenstein, linguagem privada, fundacionismo cartesiano.