Voltar para Artigos
Artigos

Cuncta quatiam:: Medeia abala estruturas

Renata Cazarini de Freitas

Autor
Renata Cazarini de Freitas
Revista
Revista Archai
Ano
2017
DOI
10.14195/1984-249X_22_10
Páginas
255
Idioma
pt
2017Renata Cazarini de Freitas. Cuncta quatiam:: Medeia abala estruturas. Revista Archai, p. 255, 2017.2

O fim moralmente aporético da tragédia latina Medeia, de Sêneca, estarrece o leitor. Depois de ter matado os dois filhos em um ato de vingança contra Jasão, a figura feminina mítica é alçada ao céu em uma carruagem alada para uma saída triunfal. Como é que essa mulher repudiada e irada acaba por ser uma espécie de heroína para o dramaturgo estóico? Acontece que, para Sêneca, a virtus não é medida por boas ações no campo de batalha, mas como uma disposição mental para enfrentar adversidades. Em uma série de ocasiões, Sêneca escreve sobre o ser humano virtuoso e sua consistência de caráter. Tratamos neste artigo da Epistula 120 sobre epistemologia, da obra filosófica De providentia e das peças Medea e Hercules Furens na tentativa de elucidar o processo através do qual a princesa bárbara recupera sua identidade, longe dos homens, mais perto dos deuses.