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Da coisa — de se a frequentam outras coisas

Jeovane Camargo

Autor
Jeovane Camargo
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 2
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i2.955
Páginas
135-153
Idioma
pt
2019Jeovane Camargo. Da coisa — de se a frequentam outras coisas. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 2, p. 135-153, 2019.3

Propomos investigar a originalidade da poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, frente ao pensamento moderno e contemporâneo. Ao aliar uma experiência original da realidade imediata, uma desaprendizagem das abstrações metafísicas/modernas e uma linguagem conciliada com as coisas elas mesmas, a poesia de Caeiro se mostra apta a figurar como uma superação possível das dicotomias características do pensamento moderno, como sujeito e objeto. Ela pode solucionar também os impasses da fenomenologia de Merleau-Ponty, como a articulação corpo e natureza e a passagem da experiência perceptiva muda à linguagem. Para tanto, consideramos pontualmente a experiência caeiriana da coisa, do corpo, da linguagem, e sua negação da Realidade como tempo e como desejo.