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Dissertações

Descartes e a Teoria das Distinções

Giorgio Gonçalves Ferreira

Dissertação
Autor
Giorgio Gonçalves Ferreira
Orientador(a)
Márcio Augusto Damin Custódio
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA — UFBA
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Giorgio Gonçalves Ferreira. Descartes e a Teoria das Distinções. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, BA. Orientador(a): Márcio Augusto Damin Custódio.3

Distinguir dois objetos é estabelecer algum tipo de diferença entre eles. Na filosofia de Descartes três distinções cumprem papel fundamental: distinção de razão, distinção de modo e distinção real. Outras distinções cumprem papel secundário, e servem como meio auxiliar para pensar as três principais: distinção formal, distinctio rationis ratiocinantis, distinctio rationis ratiocinatae, e a distinção numérica. Além dessas distinções, existem os procedimentos de abstração e exclusão, cuja diferenciação é crucial para se compreender o correto funcionamento das distinções. Cada distinção estabelece relações lógicas diferenciadas entre os objetos distinguidos, e uma não pode ser substituída por outra sem alterar tais relações. É pelos diferentes tipos de distinção que Descartes articula as noções de substância, atributo e modo. Ademais, as relações lógicas estabelecidas por alguns tipos de distinção são refletidas na ciência de Descartes através dos elos que compõem a cadeia dedutiva. Tanto os elos da cadeia dedutiva quanto as distinções da metafísica compõem elementos de relação entre dois objetos. De um lado as distinções servem para articular a substância com suas propriedades; de outro, os elos da cadeia dedutiva funcionam no interior do método para “para conduzir a razão e buscar a verdade nas ciências”. Nesta medida, a teoria das distinções é uma chave conceitual que permite adentrar tanto na metafísica, quanto na ciência do autor, e a aplicação dessa chave conceitual ao sistema de Descartes foi o objetivo desta dissertação.