Voltar para Artigos
Artigos

Direito como adaptação evolutiva: uma análise crítica a Hodgson & Knudsen

Fábio Portela

Autor
Fábio Portela
Revista
ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
Edição
5 / 1
Ano
2025
DOI
10.56837/Araripe.2024.v5.n1.1445
Páginas
198-228
Idioma
pt
2025Fábio Portela. Direito como adaptação evolutiva: uma análise crítica a Hodgson & Knudsen. ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -, v. 5, n. 1, p. 198-228, 2025.5

O presente artigo examina o papel do direito como uma transição evolutiva fundamental na organização das sociedades humanas. Baseando-se nas teorias das grandes transições evolutivas propostas por Maynard Smith e Szathmáry, bem como na abordagem de Hodgson e Knudsen sobre a evolução social, argumenta-se que o direito, mais do que um mero mecanismo regulador, desempenhou um papel estrutural na formação da estratificação social e na estabilização da cooperação. A análise crítica ao modelo de Hodgson e Knudsen sugere que a diferenciação entre direito e costume foi essencial para o surgimento de sociedades complexas, sendo o direito responsável por codificar papéis sociais e garantir a previsibilidade normativa. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, que integra direito, biologia evolutiva, sociologia e antropologia, defende-se que o direito operou como uma adaptação societal necessária para a evolução da organização social humana.