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Direitos humanos, ação política e as subjetivações oceânicas

Edson Luis de Almeida Teles

Autor
Edson Luis de Almeida Teles
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
23 / 1
Ano
2018
DOI
10.5216/phi.v23i1.50095
Páginas
243-273
Idioma
pt
2018Edson Luis de Almeida Teles. Direitos humanos, ação política e as subjetivações oceânicas. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 23, n. 1, p. 243-273, 2018.2

O objetivo deste artigo é refletir sobre o modo como as lutas locais e suas movimentações em torno do discurso dos direitos humanos podem ser alçadas à condição de ação política. Trata-se da tentativa de ampliar o conceito de política tendo em vista a potência de transformação contida nos coletivos de subjetividades portadoras de experiências comuns de violência e sofrimento. Fazendo uso do conceito de quilombo, em Beatriz Nascimento, buscaremos fundamentar o alargamento da ideia de política a partir de duas configurações: a disputa por territórios e a conectividade entre saberes específicos e menores oriundos das lutas. Para tanto, cotejaremos o pensamento da autora com a filosofia contemporânea de Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari. Nossa hipótese é a de que o conceito de ação política demandaria um alargamento em sua formulação de modo a abranger as variadas e singulares formas de resistência cotidianas.