- Autor
- Ilana Viana do Amaral
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 2 / 4
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.23845/kalagatos.v2i4.5674
- Páginas
- 63-84
- Idioma
- pt
O presente artigo pretende mostrar os deslocamentos e permanências fundamentais na formulação do conceito de Desejo ao longo da investigação filosófica de E. Levinas. Tais deslocamentos e permanências encontram-se em estreita relação com o abandono do horizonte ontológico e a formulação da ética como filosofia primeira, mediada pela reflexão sobre a linguagem. A elaboração da crítica ao horizonte totalizador da ontologia se encontra em estreita relação com a permanência da exigência da subjetividade como um horizonte intranscendível. A partir desta exigência de permanência do horizonte de liberdade aberto pela noção moderna de sujeito, Levinas intenta, contudo, libertar do ensimesmamento tal categoria, e o faz a partir de uma tematização da subjetividade centrada na constituição pela relação com o absolutamente outro, pela relação ética ou relação posta em ação como desejo metafísico.
