- Autor
- Claudio Cavargere
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 10 / 2
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.18012/arf.v10i2.64967
- Páginas
- p.25-36
- Idioma
- pt
O presente ensaio busca investigar as sensações e os sentimentos físico-vitais decorrentes do contato com a forma artística. Para tal intento, e a partir das constelações principais que orbitam entorno de Nietzsche e Warburg, o ensaio busca inquirir se a obra de arte, tal como a concebemos, é passível de servir como tônico vital ou estimulante à vida. Entendendo sensação como o atrito, a marca do contato corpóreo do organismo com o meio, e o sentimento como a incorporação desta sensação em termos de incremento ou decaimento vital, o ensaio busca questionar se a forma não seria a tradução em termos vitais das forças físicas do mundo, e portanto, uma possibilidade físico-biológica de acréscimo de poder vital. Desta forma, mais do que servir ao gozo estético, a obra seria antes a materialização de uma forma de vida histórica, e, portanto, sedenta de vontade de poder. Palavras-chave: Forma; Corpo; Poder.
