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ECOSSSISTEMAS TECNOLÓGICOS E DIALOGISMO REFLEXÕES SOBRE A BNCC À LUZ DE BAKHTIN: REFLEXÕES SOBRE A BNCC À LUZ DE BAKHTIN

Alisson dos Santos França, Manassés Morais Xavier

Autor
Alisson dos Santos França, Manassés Morais Xavier
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID42178
Páginas
BHK25
Idioma
pt
2025Alisson dos Santos França, Manassés Morais Xavier. ECOSSSISTEMAS TECNOLÓGICOS E DIALOGISMO REFLEXÕES SOBRE A BNCC À LUZ DE BAKHTIN: REFLEXÕES SOBRE A BNCC À LUZ DE BAKHTIN. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK25, 2025.2

Este artigo analisa os sentidos atribuídos às tecnologias digitais no componente de Linguagens da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), à luz da Teoria Dialógica da Linguagem (TDL), desenvolvida por Mikhail Bakhtin e o Círculo. Parte-se da compreensão de que a linguagem é uma prática social, ideológica e responsiva, sendo os ambientes digitais espaços de enunciação e disputa simbólica. O estudo tem como objetivo geral compreender de que modo os usos das tecnologias digitais no ensino de Linguagens, conforme orientado pela BNCC, podem ser interpretados à luz da TDL. Os objetivos específicos consistem em: analisar os fundamentos da TDL, com foco nos conceitos de enunciado, dialogismo e responsividade; investigar como a BNCC aborda o uso das tecnologias digitais no componente de Linguagens; e refletir sobre as implicações formativas e discursivas das tecnologias como práticas de linguagem na escola. A pesquisa, de natureza qualitativa e documental, toma como corpus a BNCC, com foco nas passagens que tratam da cultura digital, das mídias e dos multiletramentos. A análise, guiada pela TDL, é organizada em três eixos: a tecnologia como potencial de aprendizagem; a constituição do sujeito digital; e o apagamento dos conflitos sociais no discurso sobre o digital. Os resultados indicam que a abordagem curricular tende a adotar uma lógica performativa e tecnicista, invisibilizando desigualdades estruturais. Conclui-se que a presença das tecnologias digitais na escola deve ser pensada a partir de uma pedagogia dialógica, que valorize a escuta, a autoria e a responsabilidade ética dos sujeitos.