Educação no Antropoceno:: articulações cosmopolíticas num mundo em ruínas
Maria Alice Gouvêa Campesato
- Autor
- Maria Alice Gouvêa Campesato
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 16 / 32
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2023v16n32p281-310
- Páginas
- 281-310
- Idioma
- pt
Este artigo busca discutir o campo educacional no Antropoceno, época na qual a presença humana, sobretudo nos últimos 2 séculos, vem provocando impactos catastróficos na vida do planeta. Para tal, problematiza a tradição ocidental moderna de pensamento, que coloca o humano (um tipo de humano) na centralidade do mundo e não considera que os demais seres possuem historicidade e, portanto, como seres agentes. Toma a floresta como um entre-lugar que permite elaborar outras e novas estratégias de subjetivação neste mundo em ruínas. Por fim, explora algumas possibilidades de composição entre o campo educacional, notadamente regido por uma visão eurocêntrica de mundo, e o pensamento ameríndio, como forma de conjecturar um outro mundo possível para humanos e extra-humanos.
