- Autor
- Carlos Aguirre Aguirre
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 46 / 4
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2023.v46n4.p49
- Páginas
- 49-70
- Idioma
- es
O artigo apresenta um estudo exegético sobre a figura do “Inferno”, contida na obra de Frantz Fanon. Tal alegoria é tomada como elemento central da narrativa de Piel negra, máscaras blancas, a qual se vincula a reflexões sobre a alienação racista, a epiderme, o olhar e a zona do não-ser. Explorando as diferentes modulações do “Inferno”, o artigo faz um deslocamento que busca argumentar como o infernal da história de Fanon, mais do que uma metáfora, dá conta do “real vivido” do mundo colonial. Consequentemente, o corpo analisado sob a ótica racial e sua experiência vivida oferecem uma leitura sobre o "Inferno" em uma chave anafórica e existencial que tensiona as gramáticas hegemônico-modernas sobre identidades. Com base nesse ponto de partida, o autor discute o problema da temporalidade associado ao teor crítico que, em vários momentos, em Piel negra, máscaras blancas, assume a arquitetura infernal do colonialismo narrado por Fanon.
