Artigos

Em defesa da vida

Rodrigo Pedrolo, Deniz Alcione Nicolay

Autor
Rodrigo Pedrolo, Deniz Alcione Nicolay
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.21680/1984-3879.2024v24n1ID33733
Páginas
AR09
Idioma
pt
2024Rodrigo Pedrolo, Deniz Alcione Nicolay. Em defesa da vida. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 24, n. 1, p. AR09, 2024.2

Michael Foucault nas obras Em defesa da sociedade (2010) e Segurança, território, população (2008) desenvolve compreensões sobre o significado do poder soberano e do biopoder, produzindo uma biopolítica. Tal condição, remete-nos a pensar sobre o currículo no ensino das Ciências da Natureza e suas Tecnologias (CNTs), através do Itinerário Formativo (IF) saúde, proposto no Referencial Curricular Gaúcho do Ensino Médio (RCGEM), no controle e regulamentação sobre a vida do aluno trabalhador. Ou seja, é a presença do poder proporcionando o fazer viver do aluno por meio do disciplinamento, o que provoca o pensamento do conhecimento pelo aluno. Essa ordenação é chamada por Foucault como biopolítica que visa o regulamento sobre a massa de corpos, denominada de população. Apesar de Foucault não intencionar o conceito de arquivo, composto pelos enunciados, como meio metodológico, compreendê-lo-emos como ferramenta teórico-metodológica para a constituição do saber em estudo. Nesse sentido, a escola e o currículo no ensino das CNTs necessitam abrir espaço para maiores discussões das regulamentações existentes para a conservação da vida do aluno trabalhador. Assim dizendo, o currículo está em constante produção e concepção, evidenciando os enunciados formadores dos discursos em relação ao tema vida no trabalho na formação dos estudantes.