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Dissertações

Ensaio sobre a fundamentação ética da liberdade segundo a obra de Spinoza.

BETANIA PIMENTA DAVILA

Dissertação
Autor
BETANIA PIMENTA DAVILA
Orientador(a)
ANDRE MARTINS VILAR DE CARVALHO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012BETANIA PIMENTA DAVILA. Ensaio sobre a fundamentação ética da liberdade segundo a obra de Spinoza.. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): ANDRE MARTINS VILAR DE CARVALHO.3

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma análise dos principais conceitos da Ética de Spinoza. Dessa análise nós tentamos estabelecer critérios que nos permitam diferenciar conceitualmente a ética da moral. A partir dessa diferença procuramos entender por que Spinoza nega a ideia de livre arbítrio. Segundo os ecos e as ressonâncias que encontramos nas filosofias de Nietzsche e Deleuze buscamos investigar o que é o desejo, a vontade e a liberdade quando se exclui essa noção e quais são as implicações que a negação do livre arbítrio gera no campo político. Quando Spinoza nos diz que durante o tempo em que não estamos tomados por afetos que são contrários a nossa natureza, nós temos o poder de ordenar e concatenar as afecções do corpo segundo a ordem própria do intelecto, o que devemos entender é que durante esse tempo que não somos tomados por afetos que são contrários a nossa natureza, a potência da mente, pela qual se esforça por compreender as coisas, não está impedida. E por isso, ela tem o poder de formar idéias claras e distintas e de deduzir essas idéias umas das outras. Durante esse tempo nós temos o poder de ordenar e concatenar as afecções do corpo segundo a ordem própria do intelecto. O que parece fundamental é marcar a existência desse instante privilegiado, no qual as paixões alegres nos possibilitam formar noções comuns, o que determina um bom uso que podemos fazer da alegria. Contudo, isso não implica numa necessidade. Qualquer um pode experimentar paixões alegres ao acaso dos encontros e não chegar a formar noções comuns. Por isso, ao limite, existe ainda um enorme fosso entre o primeiro e o segundo gênero de conhecimento. As paixões alegres não nos forçam a formar as noções comuns, mas nos dão a ocasião de chegar a formá-las.