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Entre fenomenologia e hermenêutica: a condição responsiva da subjetividade

Marcelo Fabri

Autor
Marcelo Fabri
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
3 / 2
Ano
2016
DOI
10.26512/rfmc.v3i2.12512
Páginas
64-74
Idioma
pt
2016Marcelo Fabri. Entre fenomenologia e hermenêutica: a condição responsiva da subjetividade. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 3, n. 2, p. 64-74, 2016.2

O artigo explora a relação entre fenomenologia e hermenêutica a partir da estrutura responsiva da subjetividade humana. Mesmo em sua proposta de um “retorno” ao mundo da vida, Husserl não abre mão de um eu constituinte que, ao realizar a redução, parece suspender o movimento real da vida e da linguagem. Como pode o mundo como solo fundador ser algo constituído pelo ego?  Eis o paradoxo: para se recuperar o solo fundador de toda ciência é fundamental reconhecer a pureza transcendental do ego constituinte. A pergunta que colocamos, no entanto, é esta: a referida “pureza” transcendental significa um empecilho à abertura dialógica proposta pela hermenêutica filosófica? Cumpre mostrar que não, pois, pensadas a partir da unicidade respondente (subjetividade humana), fenomenologia transcendental e atitude dialógica (hermenêutica) tornam-se modelos teóricos que, mesmo muito diferentes um do outro, fecundam-se ou se enriquecem mutuamente.