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Entre silêncio e tagarelice:

Isabela Pinho

Autor
Isabela Pinho
Revista
Artefilosofia
Edição
15 / 29
Ano
2020
Páginas
4-25
Idioma
pt
2020Isabela Pinho. Entre silêncio e tagarelice: . Artefilosofia, v. 15, n. 29, p. 4-25, 2020.2

Neste artigo, parto de uma contextualização histórica do ensaio “Metafísica da juventude” de Walter Benjamin para compreender o que o filósofo concebe como uma linguagem feminina. Entre silêncio e tagarelice, a linguagem feminina poderá ser pensada como experiência da dizibilidade da linguagem, de sua própria comunicabilidade, dada sua caracterização como wahnwitzig, “língua louca”. Como raiz desse adjetivo encontro o Witz, o chiste. É esse achado que me leva às considerações lacanianas sobre lalíngua, experiência feminina da linguagem em que chistes, equívocos e homófonos se dão. Em um último momento, analiso alguns fragmentos da Infância Berlinense para pensar a experiência infantil da língua materna ali presente em uma relação com as considerações benjaminianas de 1913 sobre a linguagem feminina, mostrando que essa questão não se reduz a um período juvenil e ingênuo de Walter Benjamin, mas permeia sua obra.