- Autor
- Cláudia Maria Rocha de Oliveira
- Orientador(a)
- Francisco Javier Herrero Botín
- Universidade
- FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2008
Ao problema da formação racional da vontade foram dadas várias respostas ao logo da história da filosofia. Habermas considera que as respostas mais importantes foram apresentadas por Aristóteles e Kant. Porém, segundo ele, tanto a resposta aristotélica quanto a resposta kantiana são insatisfatórias: a primeira fica presa a visões metafísicas de mundo; a segunda não consegue superar o solipsismo metódico. Habermas propõe, então, uma nova resposta para o problema. Essa nova resposta tem como marco teórico a virada lingüístico pragmática. A partir da descoberta da mediação intransponível da linguagem, Habermas esclarece que a vontade se forma racionalmente tanto em contextos do mundo da vida quanto em discursos. Entretanto, a vontade apenas se constitui propriamente como liberdade quando em discursos prático-morais transcende a subjetividade do indivíduo particular e o ethos próprio de cada comunidade. Somente a vontade que se deixa determinar completamente pela razão constitui-se como vontade autônoma.
