- Autor
- RENATA BASTOS CARNEIRO DA CUNHA
- Orientador(a)
- José Carlos Bruni
- Universidade
- FACULDADE DE SÃO BENTO — FSB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
A escolha do tema deste trabalho inspirou-se no emprego corriqueiro, banalizado da.palavra magia, que vem sendo desconsiderada no cenário filosófico. O reconhecimento ou.entendimento do termo parece não oferecer dificuldades, dotado de clareza, mas sua.expressão pelo pensamento, talvez pela compreensão insuficiente, carece de precisão, de.explicação convincente e, principalmente, de aceitação. A simples menção da palavra.provoca, em quem a ouve, entendimento de seu significado, mesmo que sejam tantos os.sentidos dados a ela quanto a quantidade de pessoas que possam escutá-la..Soma-se a isso, a semelhante proporção em que o termo é deturpado, quando se.qualifica de forma pejorativa e, em complementação ao colocado acima, quando se relaciona.com algo a ser banido, extirpado, como se possuísse propriedades usurpadoras..Giordano Bruno é o pensador que não só se intitula como mago, filósofo, poeta, pintor.e escritor, como também aceita e detalha os diversos tipos de magia, bem como de magos. É o.pensador das relações por excelência, respeitando as diversas formas de expressão, não.fazendo julgamentos, mas levando-os em consideração como tais. Mostra tanto diante de sua.vida como de sua obra os liames, as ligações, as relações anteriores às instituídas pelos seres.humanos.
