- Autor
- Luis Gustavo Casale
- Orientador(a)
- Antonio José Romera Valverde
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2012
A atividade prático-teórica de Guy Debord é marcada por uma estratégia de recusa e de combate ao que ele denominou espetáculo. Ele fez de sua trajetória de vida uma guerra incessante contra a sociedade de seu tempo, na qual compreendeu o advento da mercadoria ocupando todos os aspectos da vida, humana e social e, consequentemente, tornando-a objeto do domínio totalizante do quantitativo, reduzindo-a a um mero jogo de aparências. Destarte, esta dissertação busca compreender a natureza da atividade prático-teórica de Debord, nos grupos de vanguarda que dirigiu, através da análise de temas que permearam as atividades desses grupos e também seus escritos e filmes, deliberadamente usados como meio estratégico de atacar e refutar as ilusões da sociedade-espetacular-mercantil. Ao fim da dissertação nota-se que a concepção de vanguarda e de teoria em Debord possui os mesmos significados, ambas são passageiras, devem ser utilizadas, como crítica-prática do presente, na ocasião oportuna. Observou-se, também, através da análise do conceito de separação, que o fetiche da mercadoria e a reificação chegam ao paroxismo na sociedade do espetáculo, fase histórica de reprodução do capital em que as relações sociais são mediatizadas por imagens
