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Hannah Arendt e a educação dos recém-chegados

João Pedro Andrade de Campos

Autor
João Pedro Andrade de Campos
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
23 / 3
Ano
2023
DOI
10.31977/grirfi.v23i3.3410
Páginas
11-19
Idioma
pt
2023João Pedro Andrade de Campos. Hannah Arendt e a educação dos recém-chegados. Griot : Revista de Filosofia, v. 23, n. 3, p. 11-19, 2023.2

Neste artigo, buscaremos refletir sobre como Hannah Arendt concebe um certo tipo de educação ao mesmo tempo conservadora e revolucionária. Este será, assim como a indicação de que pensar sobre a questão educacional das crianças e jovens diz respeito a uma crise mais geral na modernidade, um ponto de tensionamento rumo à hipótese segundo a qual é possível refletir sobre como inserir os imigrantes, refugiados ou apátridas em um local ao qual se dirigiram e que lhes é estranho. Para tanto, o fio condutor desta argumentação será o conceito de natalidade, pois consideramos ser a partir dele que Arendt evoca a radicalidade da qual todos os seres humanos são portadores, isto é, a potencialidade de começar algo novo. Assim, articulam-se os tensionamentos entre conservar um mundo que é precedente aos que lhe são recém-chegados, tanto as crianças como os migrantes, ao mesmo tempo em que estes adicionam algo de si mesmo neste mundo para os que ainda estão por vir.