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Dissertações

Imagem e memória no processo de restituição (Restitutio inIntegrum) em Walter Benjamin

Raquel Celia de Vasconcelos

Dissertação
Autor
Raquel Celia de Vasconcelos
Orientador(a)
Maria Terezinha de Castro Callado
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Raquel Celia de Vasconcelos. Imagem e memória no processo de restituição (Restitutio inIntegrum) em Walter Benjamin. 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ, CE. Orientador(a): Maria Terezinha de Castro Callado.3

RESUMO.A faculdade mimética é responsável pela aprendizagem ocorrente na relação entre homem e natureza. O desaparecimento dessa faculdade corresponde à perda da identidade e da experiência. A faculdade mimética facilita a emancipação da consciência do homem histórico, por permitir a produção de semelhanças. Ela se fragiliza com a formação da cultura burguesa, por afastar o homem da natureza, o que resulta no desvio da civilização e no aparecimento de uma nova barbárie. Separa-se o homem da origem para propiciar o avanço técnico e científico. A fragmentação do homem facilita a perda do ethos histórico. A ciência e a técnica levam o homem ao processo de robotização que anula a ação consciente. A promessa burguesa de emancipação da humanidade prende-se aos conceitos vazios de liberdade, autonomia e identidade. Estes são metáforas esvaziadas pelo progresso que origina metamorfoses na consciência burguesa. A ciência aprisionada à técnica elimina a reflexão e leva o homem a permanecer subjugado à convenção. A razão como condição de possibilidade de emancipação do homem permanece no âmbito da abstração feita de imagens vazias da realidade histórica que dificulta ao operário, no aspecto político e social, a formação da consciência de classe. O proletariado permanece conduzido pela política estatal, que inviabiliza a eclosão do homem histórico. Diante da convenção da imagem que inibe a decisão política individual e social do homem, Benjamin propõe o agora da cognoscibilidade. Este se contrapõe à consciência burguesa que produz o inumano..A transferência do poder político e econômico à burguesia cria um modelo de cultura a partir do domínio da técnica sobre a natureza, instrumentalizando a razão, que implica a fragmentação do humano. As categorias fundamentais de imagem, memória, mimese, fragmento, codificação histórica e alegoria são determinantes para a revolução espiritual e material da humanidade. Elas permitem ao homem decifrar a história promeio do materialismo histórico. A revolução messiânica está diretamente ligada às forças elementares da natureza, despertadas pelo inconsciente que capta a imagem dialética via memória. O inconsciente possibilita o desenvolvimento do agora do cognoscível, mediado pela iluminação profana que determina a ação mediante a identidade entre presente e passado. A embriaguez do espírito conduz o homem à dialética entre materialismo histórico e teologia. Ao contrário de Marx, para Benjamin, a conquista dos bens materiais acontece em um segundo momento, como pressuposto da revolução do espírito. O espírito revolucionário pressupõe a presença do caráter como condição de possibilidade de atuação da consciência do homem histórico. O caráter aproxima o homem da origem pela memória. .PALAVRAS-CHAVE: Imagem, memória, ethos histórico, idéia, fragmento, materialismo histórico, consciência do homem histórico.