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Dissertações

Incomensurabilidade sem paradigmas – a revolução epistemológica de Thomas Kuhn

Carlos Gustavo Wolff Neto

Dissertação
Autor
Carlos Gustavo Wolff Neto
Orientador(a)
Anna Carolina Krebs Pereira Regner
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2007
2007Carlos Gustavo Wolff Neto. Incomensurabilidade sem paradigmas – a revolução epistemológica de Thomas Kuhn. 2007. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Anna Carolina Krebs Pereira Regner.3

O cenário geral da filosofia da ciência no século XX foi principalmente desenhado pelos traços epistemológicos do Positivismo Lógico e seu verificacionismo, pelo falsificacionismo popperiano, pelos programas de pesquisa lakatianos, pelo anarquismo epistemológico de Paul Feyerabend e pela filosofia da ciência de Thomas Kuhn. A partir desse cenário geral, esta dissertação analisa os aspectos principais da filosofia da ciência de Thomas Kuhn, o espectro das críticas que recebeu, as respostas que ofereceu e as mudanças que se seguiram na epistemologia kuhniana. Kuhn envolveu-se em um frutífero debate com alguns dos mais proeminentes filósofos da ciência do século XX, sobre suas idéias de revolução científica, ciência normal e incomensurabilidade. Esse debate, discutido nesta dissertação, contribuiu para as mudanças que Kuhn fez em sua proposta original tal como exposta em seu mais famoso trabalho, The Structure of Scientific Revolutions. Essas modificações e sua abrangência são o tema principal do presente estudo, com a discussão dos seguintes aspectos: a incomensurabilidade das teorias científicas, onde questões relacionadas à tradução abrem-se à discussão de questões de filosofia da linguagem; a estrutura da comunidade científica, que, em última análise, caracteriza-se pela taxonomia e estrutura lexical partilhada por seus membros; revoluções científicas, que se tornam eventos não tão abruptos como de início pareciam; a racionalidade e o não-relativismo das propostas de Kuhn, na medida em que sua visão implica a adoção de critérios para escolha entre teorias, embora seus critérios não se restrinjam às tradicionais razões lógicas e empíricas. Em sua trajetória, conclui-se que Kuhn se move da história da ciência para uma epistemologia e ontologia que o permite definir-se como um kantiano pós-darwiniano.