- Autor
- JOSÉ DE SOUZA
- Orientador(a)
- LUIZ BERNARDO LEITE ARAÚJO
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Segundo Kant, na Crítica da Razão Pura, é absolutamente impossível dar, numa experiência qualquer, um exemplo conforme à idéia de liberdade, porque não pode encontrar-se, entre as causas das coisas fenomênicas, nenhuma determinação de uma causalidade que seja absolutamente incondicionada. Por isso que, do ponto de vista teorético, a liberdade permanece um conceito acometido por uma insuficiência objetiva.Trata-se simplesmente de um pensamento formal, embora essencial, do entendimento relativamente a um objeto em geral.No entanto, não é preciso determinar teoricamente o conceito que o homem faz da sua própria causalidade enquanto se considera noúmeno. Já que isso diz respeito a seu intuito prático, o qual direciona-se para a determinação da vontade e não para o conhecimento dos objetos. Neste caso, portanto, não se dá, para a razão especulativa, nenhum aumento no tocante ao seu discernimento, mas apenas que ela não erra ao considerar problemático o conceito de liberdade. Pois se a realidade do mundo inteligível é, do ponto de vista teorético,, transcendente, a mesma é imanente do ponto de vista prático.Tal distinção é, com efeito, o fio condutor de toda a nossa pesquisa, ensinando-nos a tomar o noúmeno numa dupla significação: negativa e positiva.
