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Kant e o teste de vacinas experimentais em seres humanos

Maria de Lourdes Borges

Autor
Maria de Lourdes Borges
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
22 / 3
Ano
2024
DOI
10.5007/1677-2954.2023.e98450
Páginas
1254-1261
Idioma
pt
2024Maria de Lourdes Borges. Kant e o teste de vacinas experimentais em seres humanos. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 22, n. 3, p. 1254-1261, 2024.4

Neste artigo, analisarei a posição kantiana sobre a vacinação da varíola e discutirei as questões morais relativas aos testes de vacinas em seres humanos. A vacinação da varíola na época de Kant foi uma nova forma de combater a doença que matou milhares de pessoas na Europa. Como sua segurança não foi comprovada definitivamente, pode-se considerá-la uma vacina experimental. Kant se pergunta se se deve tomar a vacina ou não.  Kant não dá uma resposta definitiva à pergunta, mas se refere a ela na Metafísica dos Costumes (MS, AA 6:424). A partir do exemplo de Kant, tentarei formular as questões morais envolvidas no teste de vacinas experimentais em seres humanos. Vou tentar responder às perguntas: Quando uma vacina experimental deve ser testada em seres humanos? Existe o dever de tomar uma vacina experimental para ajudar a humanidade? E o último- mas não menos importante: é moralmente aceitável o pagamento para pessoas que se submetem a tomar medicação ou vacina experimentais? Tentarei responder a essas questões a partir da teoria moral kantiana.