La reconciliación imposible. Tensiones políticas y estéticas en ¿Ni vencedores ni vencidos? (1972)
Pablo Piedras
- Autor
- Pablo Piedras
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 12 / 23
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2019v12n23p652
- Páginas
- 652-673
- Idioma
- es
Pouco depois das primeiras exibições clandestinas de La hora de los hornos (Grupo Cine Liberación, 1968), a realização do longa-metragem documental ¿Ni vencedores ni vencidos? (Naum Spoliansky e Alberto Cabado). Este filme, organizado inteiramente com base na reunião de materiais de arquivo de noticiários de cinema e uma voz omni-explicativa, representa uma resposta moderada e institucionalista ao trabalho de Solanas e Getino. Este artigo se propõe a reinscrever na história do cinema argentino um filme que não pôde ser inalado por quatro décadas, apenas mencionado ou omitido nos estudos sobre cinema político dos anos sessenta e setenta. A análise centra-se na forma particular deste trabalho de homogeneizar diversos setores populares através da utilização de material de arquivo e voice over, e assim formular um discurso conciliador, num período histórico marcado por antagonismos políticos. Da mesma forma, o ensaio pergunta sobre as ressonâncias políticas e ideológicas que ¿Ni vencedores ni vencidos? encontrado no presente histórico.
