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MEDEIA. DA AFIRMAÇÃO DO HUMANO À NEGAÇÃO DO DIVINO:

Thais Luz Resende Gonçalves

Autor
Thais Luz Resende Gonçalves
Revista
Sapere Aude
Edição
11 / 22
Ano
2020
DOI
10.5752/P.2177-6342.2020v11n22p611-618
Páginas
611-618
Idioma
pt
2020Thais Luz Resende Gonçalves. MEDEIA. DA AFIRMAÇÃO DO HUMANO À NEGAÇÃO DO DIVINO: . Sapere Aude, v. 11, n. 22, p. 611-618, 2020.2

A pesquisa que comunicamos apresenta uma possibilidade de leitura da peça trágica Medeia, escrita pelo poeta Eurípides em 431 a.C., considerando a possibilidade que encontramos de leitura de múltiplas faces da personagem Medeia, marcadas por tensões que culminam na realização da peripécia – conceito extraído da Poética de Aristóteles.  A peripécia, por sua vez, é interpretada dialeticamente, de modo a mostrar a originalidade de Eurípides. O prólogo do texto funciona como uma grande didascálica apresentando, portanto, essas faces de Medeia previamente anunciadas. Diante das faces que Medeia assume constituem-se figuras que identificamos como uma tríplice ambiguidade, quais sejam: Medeia transitando entre a passionalidade e a racionalidade, entre mulher bárbara e grega e a maior e mais importante ambiguidade, Medeia entre a figura humana e a figura divina. Sob essa perspectiva propomos que a construção da personagem Medeia é um expediente dialético.