- Autor
- BERNARDO GONCALVES ALONSO
- Orientador(a)
- MARIA CLARA MARQUES DIAS
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
A dissertação pretende salvaguardar a noção de que uma proposição mostra o seu sentido contra a """"nova leitura"""" de Cora Diamond e James Conant. É defendido que três importantes teses do Tractatus, a saber, as teses da analiticidade, da contingência e da independência, dependem da tese de que uma proposição mostra o seu sentido. A proposição é num certo sentido um fato como os outros, um agenciamento de elementos, mas tem algo a mais: diz alguma coisa. """"Dizer"""" (Sagen) - no sentido técnico em que o Tractatus emprega o termo: dizer um fato - pois não se pode dizer senão os fatos e os estados de coisas - por meio de objetos, é representá-lo à maneira de uma imagem (Bild) que tem a mesma forma lógica que o fato ou o estado de coisas representado. Ao dizer o fato, a proposição mostra, sem poder dizê-la, a estrutura que tem em comum com o fato descrito. A primeira parte do trabalho introduz a ontologia do Tractatus Logico-Philosophicus. A segunda faz um breve inventário do que diz respeito ao sistema de linguagem. A terceira parte concentra os argumentos desta defesa. A quarta e ultima parte compreende a conclusão e demais considerações finais. O que está em jogo é o fato de que, se a """"nova leitura"""" estiver correta, não há espaço para uma interpretação que envolva a atribuição de posição filosófica substancial no Tractatus.
