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Narrativas visuales en el paisaje semiótico urbano para construir memoria colectiva: aproximación transdisciplinaria

Neyla Graciela Pardo Abril

Autor
Neyla Graciela Pardo Abril
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
22 / 1
Ano
2022
DOI
10.25247/P1982-999X.2022.v22n1.p19-45
Páginas
19-45
Idioma
es
2022Neyla Graciela Pardo Abril. Narrativas visuales en el paisaje semiótico urbano para construir memoria colectiva: aproximación transdisciplinaria. Revista Ágora Filosófica, v. 22, n. 1, p. 19-45, 2022.2

O século XXI caracterizou-se por vincular grandes grupos sociais a formas de comunicação em que todos os recursos semióticos disponíveis na sociedade são utilizados pelos interlocutores no processo de construção de sentido. A partir das reflexões de Kress (2010); Ledin e Machin (2018) e Van Leeuwen y Djonov (2015), entre outros, a investigação de discursos multimodais e multimídia, a partir de uma perspectiva crítica, continua sendo uma questão relevante para explicar como ocorrem os eventos comunicativos contemporâneos e determinar suas implicações para a construção de sociedades mais justas e inclusivas. A conceituação do discurso integra-se na abordagem dos processos de design, produção, interpretação e circulação social, através dos diferentes modos - sistemas de signos -, as formas como seus diferentes níveis estruturais e funcionais se inter-relacionam como ação social, e os formas como o conhecimento é socializado nos muros da cidade, como recurso tecnológico. Propõe-se refletir sobre a abordagem aplicada aos Estudos Críticos do Discurso Multimodal e Multimídia (ECDMM) para verificar a incontornável tarefa de assumir sua análise e interpretação a partir de um quadro epistêmico transdisciplinar, o que implica um projeto mais amplo que envolve memória e construção da paz. O discurso é assumido como parte da paisagem semiótica urbana de Bogotá, na qual se destaca a integração de sistemas de signos de ordem visual verbal, como a linguagem, e de ordem visual gráfica, como imagem e cor. O muro da Ruta de la Memoria é entendido como o suporte tecnológico pelo qual se distribuem os modos de conhecer a realidade, neste caso, na memória. Os muros tornam-se um recurso midiático urbano, ao apoiar a materialização de conteúdos multimodais, adquirindo um caráter multimídia. O discurso público que circula na "Rota da Memória" cria uma atmosfera para o cidadão que contribui para estruturar interações comunicativas, que podem ser assimiladas aos discursos das redes sociais, ou a outras formas de comunicação midiática contemporânea. Entende-se a importância da produção dos sentidos que surgem na integração dos sistemas semióticos articulados à ordem visual, para reconhecer a relevância do discurso multimodal e multimídia que se apropria da cidade em uma situação sociopolítica, articulado ao cumprimento dos Acordo de Paz (2016). Propõe-se continuar uma posição metodológica transdisciplinar, que permita abordar criticamente os murais, desvendando as representações que se encarnam nos discursos que circulam publicamente e fazem da interação comunicativa um fenômeno onipresente na vida sociocultural.