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Dissertações

""""Naturalização das Relações de Causa e Efeitos na Filosofia de David Hume.""""

Claudiney José de Souza

Dissertação
Autor
Claudiney José de Souza
Orientador(a)
Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongi
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ — UFPR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2006
2006Claudiney José de Souza. """"Naturalização das Relações de Causa e Efeitos na Filosofia de David Hume."""". 2006. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Maria Isabel de Magalhães Papaterra Limongi.2

RESUMO.A naturalização das relações de causa e efeito, na obra de David Hume, é aqui analisa sob um duplo ponto de vista: tanto na sua doutrina dos princípios associativos da imaginação como responsáveis por conferir inteligibilidade às associações promovidas pela imaginação, quanto nas suas análises do princípio do hábito como promotor do assentimento a essas mesmas associações e, conseqüentemente, da crença no estado de coisas correspondente. A naturalização mediante o hábito recebe um maior destaque na medida em que, como produtor de crença e evidência, é ele concebido como capaz de nos dar garantias acerca dos eventos futuros e, assim, conferir necessidade às conexões causais, colocando em debate um dos temas epistemológicos fundamentais da teoria humeana da causalidade: a distinção entre ficções e crenças. No âmbito das funções cognitivas desempenhadas pelo hábito, o processo de naturalização será exemplarmente identificado na distinção entre relações naturais e filosóficas de causa e efeito, que podem ocorrer como mera comparação ou como uma verdadeira associação entre os objetos assim relacionados, visto que, em princípio, seu fundamento não pode estar nas qualidades sensíveis dos objetos, nem experiência, nem mesmo na razão demonstrativa. Isto nos remete aos dois grandes problemas em torno dessa relação: o problema da indução (a questão da legitimidade ou não da inferência dos eventos futuros, tendo como premissas os eventos passados) e o chamado problema da causalidade (o problema da impossibilidade de atribuirmos eficácia causal às qualidades conhecidas dos objetos nas relações mediante causa e efeito) que encontrarão solução possível apenas na hipótese do hábito, na medida em que é o único princípio capaz de prover aos objetos uma qualidade adicional que determina a mente a conectá-los necessariamente e, assim, constitui-se no único princípio de determinação dos eventos futuros (conferindo legitimidade às nossas inferências ampliativas)....Palavras-chave: naturalismo epistemológico, imaginação, relações de causa e efeito, inferências indutivas, hábito, crença, necessidade.

Palavras-chave: