O Abstrato e o Empírico. Fragilidades na Teoria de Conhecimento de W. V. Quine
Nastassja Saramago de Araujo Pugliese
- Autor
- Nastassja Saramago de Araujo Pugliese
- Orientador(a)
- Oswaldo Chateaubriand Filho
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Ao sugerir o naturalismo como método filosófico, Quine propõe uma mudança na epistemologia tradicional: a filosofia deve ser considerada como uma continuidade da ciência natural sendo que, para tanto, é preciso abandonar o projeto de uma filosofia primeira dependente de investigações a priori. Para Quine, a metafísica não garante nenhuma segurança e a ciência com seu método de hipóteses verificáveis é o único e o melhor meio para o conhecimento. Segundo o naturalismo de Quine, não há diferença de natureza entre a ciência e filosofia, pois ambas relacionam teoria e experiência através da linguagem. Nesta dissertação, procuro mostrar fragilidades presentes nesta perspectiva sobre o conhecimento filosófico questionando a metodologia utilizada. Minha estratégia consiste em mostrar como Quine rejeita os conceitos de ‘a priori’ e ‘analítico’ e procura, com o naturalismo e a concepção comportamentalista da linguagem, manter as teorias e seu aspecto abstrato no nível da experiência. Contudo, investigo a hipótese de que a tese da subdeterminação fragiliza o empirismo de Quine, pois ao ser aceita, impediria um naturalismo forte onde as teorias seriam produtos que dependeriam exclusivamente da experiência.
