- Autor
- ANDRÉ SPIES FRÖHLICH
- Orientador(a)
- Ernildo Jacob Stein
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
A descoberta da função exercida pela angústia, na analítica existencial, constituiu o foco do trabalho. Mais que um existencial entre os demais busco analisar, seguindo os passos de Heidegger, a angústia como uma disposição afetiva (Befindlichkeit) fundamental. A compreensão ontológica da angústia requer uma diferenciação com a abordagem que outras ciências, as ciências de caráter ôntico, fazem dela. Por isso, foi tematizado o conceito de angústia na psicologia e na teologia. A angústia é posta por Heidegger para cumprir função metodológica de abertura privilegiada dentro da analítica existencial. Ela deve conduzir o Dasein para uma abertura e a conseqüente possibilidade de apreender a totalidade. Enquanto possibilidade de ser do Dasein, a angústia, junto com o próprio que nele se abre, oferece o solo fenomenal para a apreensão explícita da totalidade originária do Dasein. A angústia difere radicalmente das demais disposições afetivas, especialmente do temor com o qual é tantas vezes confundida. A angústia torna-se fundamental para a analítica existencial. Constitui-se como a base da ontologia fundamental. Heidegger vê na angústia uma possibilidade ontológica do Dasein que deverá ?descortinar o horizonte? ôntico e explicar o próprio Dasein como ente. Heidegger propõe a angústia como uma disposição afetiva especial pela capacidade que possui. Por ser capaz de colocar o Dasein diante de si mesmo, afastá-lo dos entes e da cotidianidade, a angústia abre uma nova e autêntica possibilidade. Somente a angústia consegue, dentro da analítica existencial, cumprir essa missão. Por isso, merece o lugar metodológico especial.
