- Autor
- JOSE CARLOS FREIRE
- Orientador(a)
- José Carlos Bruni
- Universidade
- FACULDADE DE SÃO BENTO — FSB
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2010
Objetivamos com este trabalho estudar o conceito de Estado no pensamento político de.Antonio Gramsci, evidenciando o modo pelo qual este filósofo realiza a superação dialética.das teorias do Estado formuladas por Marx..No primeiro momento, apresentamos os pressupostos teóricos de Gramsci que estão no.estudo sobre o Estado e a sociedade civil feito por Hegel e Marx. Constatamos que em Marx,.ao criticar a abordagem hegeliana, é acentuado o aspecto coercitivo do Estado, cuja função.primordial na sociedade burguesa é garantir a divisão de classes e a conseqüente exploração.dos trabalhadores..No segundo momento, percebemos que Gramsci analisa, além do caráter coercitivo,.também o aspecto ideológico e cultural do Estado que está presente na sociedade civil,.considerada pelo filósofo italiano seu elemento constitutivo. Essa inovação de Gramsci.representa uma grande mudança na teoria do Estado que, dessa forma, é “ampliado” para.além de seu aparato repressivo e, conseqüentemente, coloca em pauta a discussão sobre a.revolução, agora não mais entendida como tomada violenta do Estado e sim como processo..Para isso, Gramsci empreende uma releitura de Hegel, atualizando o marxismo para o.contexto italiano e internacional do início do século XX..No terceiro momento do trabalho, debruçamo-nos mais detidamente sobre aquele que é.o nosso problema de pesquisa, a saber: se Gramsci seria ou não um autêntico marxista ou, dito.de outro modo, até que ponto ele teria se afastado de Marx ao propor uma atualização de sua.teoria do Estado..Concluímos que a retomada crítica de Hegel feita por Gramsci ocorre sempre pela.mediação do marxismo e assim, enriquece e amplia o conceito de Estado de Marx na.articulação dialética entre sociedade civil e sociedade política.
