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Dissertações

O EMPIRISMO RADICAL E OS ESTADOS EXCEPCIONAIS DA CONSCIÊNCIA PARA UMA CIÊNCIA DA MENTE EM WILLIAM JAMES

Alexandre Sech Junior

Dissertação
Autor
Alexandre Sech Junior
Orientador(a)
Cleverson Leite Bastos
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUC/PR
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2010
2010Alexandre Sech Junior. O EMPIRISMO RADICAL E OS ESTADOS EXCEPCIONAIS DA CONSCIÊNCIA PARA UMA CIÊNCIA DA MENTE EM WILLIAM JAMES. 2010. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ, PR. Orientador(a): Cleverson Leite Bastos.4

Esta pesquisa disserta sobre o empirismo radical de William James e suas teses acerca dos estados excepcionais da consciência. Entenda-se por excepcionais, os estados mentais de exceção à regra da consciência em vigília como a histeria, os transes hipnóticos, os automatismos, as personalidades múltiplas e a mediunidade. Já o empirismo radical foi o resultado das formulações filosóficas de James que, ao contrário da observação no empirismo tradicional, estabelece como princípio de verificação a experiência em seu sentido lato, por esta abranger componentes tanto objetivos quanto subjetivos de exame. O empirismo jameseano se configura, portanto, como um conjunto de postulados de consequências epistemológicas cujo objetivo era radicalizar o alcance da ciência, mas, que somado às críticas de que após a publicação de Princípios de Psicologia em 1890 James não se envolvera em nada que pudesse ser chamado de psicologia, foi interpretado como evidência de sua escolha definitiva pela via filosófica, em detrimento da científica, para suas teorizações. Assim, o empirismo radical e as investigações acerca dos estados excepcionais da mente constituem os instrumentos que em nossas perspectivas de análise introduzem William James e parte de sua obra sob uma ótica distinta daquelas que insistem em considerá-lo ainda hoje, apenas como psicólogo, ou como filósofo. Para tal empresa, inicialmente corroboraremos a tese de que James não abandonou a psicologia após 1890, apenas direcionou seus esforços na investigação dos fenômenos mentais considerados excepcionais. Ademais, avançaremos para além desta proposição, apresentando argumentos evidenciais indicadores de que William James pretendia ultrapassar os limites da psicologia de seu tempo, ao conceber o que acreditamos tenha sido o esboço de uma ciência da mente de caráter próprio que compreendesse tais fenômenos. Ao considerar os princípios do empirismo radical como os alicerces de tal projeto, além da composição de um corpo teórico que legitima os fenômenos excepcionais da consciência como objetos para o escrutínio científico, novas perspectivas poderão ser conferidas a esse aspecto de sua obra, como por exemplo, a tendência do pensamento jameseano à unidade, em oposição ao caráter fragmentário como interpretado por muitos de seus críticos. Com isso, pretendemos evidenciar que William James não foi um psicólogo com ambições filosóficas, nem um filósofo que se interessava por questões da psicologia, pois sua proposta não pode ser definida como uma psicologia filosófica, tampouco como uma filosofia psicológica, mas uma ciência da mente apoiada sobre bases teóricas robustas, reveladora de um mundo aberto e dinâmico que acolhe construções possíveis e contínuas a partir de experiências pessoais que, quando manifestadas, denunciam uma realidade abrangente de dimensões tanto visíveis quanto invisíveis