Dissertações

O FATO ONÍRICO EM ARISTÓTELES

Milton Larentis

Dissertação
Autor
Milton Larentis
Orientador(a)
Antônio Carlos Kroef Soares
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL — PUC/RS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2000
2000Milton Larentis. O FATO ONÍRICO EM ARISTÓTELES. 2000. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Antônio Carlos Kroef Soares.2

Aristóteles investiga o sonho em duas obras que se encontram no Parva Naturalia: De insomniis (Perí enypníou) e o De divinatione per somnum (Perí tês kath'hipnon mantikês). A segunda, De divinatione per somnum, é a mais citada, mais lida e considerada como um ponto de referência na questão do sonho. A primeira foi, de certa forma, um tanto esquecida. Na primeira obra, De insomniis, Aristóteles investiga a origem dos sonhos, a função da alma no sonho, a permanência das impressões, a influência do mundo exterior, em síntese uma investigação sobre causas e sintomas do sonho. Já na De divinatione per somnum, Aristóteles enfrenta a questão do caráter premonitório dos sonhos e suas considerações o levam a afirmar que os sonhos não possuem o caráter de estabelecer a comunicação dos deuses. A partir desses textos aristotélicos, retoma-se o estudo das causas (corporal, emocional e não-divina) e da interpretação (observação das semelhanças) dos sonhos. Associar-se-á o fato onírico à causa não-divina dos sonhos: a sua facticidade será independentemente de uma argumentação divinatória.