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Dissertações

O FIM DAS EXPLICAÇÕES - Como uma regra se liga com suas aplicações: .o problema da ‘determinação infinita’ na filosofia do segundo Wittgenstein

Camila Aparecida Rodrigues Jourdan

Dissertação
Autor
Camila Aparecida Rodrigues Jourdan
Orientador(a)
Luiz Carlos Pinheiro Dias Pereira
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Camila Aparecida Rodrigues Jourdan. O FIM DAS EXPLICAÇÕES - Como uma regra se liga com suas aplicações: .o problema da ‘determinação infinita’ na filosofia do segundo Wittgenstein. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Luiz Carlos Pinheiro Dias Pereira.3

A dissertação relaciona as considerações sobre ‘seguir regras’ com .as críticas ao tratamento extensional do infinito como uma totalidade atual .no segundo Wittgenstein. No primeiro capítulo, são apresentadas as críticas .de Wittgenstein ao padrão mentalista de solução para determinação do .significado, elucidando-se a seguir o que considera-se o cerne do Argumento .da Linguagem Privada. A partir disso, argumenta-se que a solução .comunitarista, formulada em termos da confirmação de um padrão independente, .não pode ser coerentemente atribuída a Wittgenstein. No segundo capítulo, a .antinomia histórica entre o infinito pensado como potencial ou como atual é .introduzida. São apresentados alguns elementos dos tratamentos propostos por .Cantor e Dedekind e, a seguir, as críticas que Wittgenstein faz aos mesmos. .No terceiro capítulo, a associação das críticas de Wittgenstein ao .tratamento do infinito como uma atualidade extensional com a questão da .generalidade lingüística é explorada e o caráter normativo que Wittgenstein .atribui às proposições matemáticas é ressaltado. Mostra-se que, para .Wittgenstein, a diferença conceitual entre finito e infinito expressaria a .diferença entre contextos empíricos e gramaticais. O infinito, enquanto .expressão da generalidade, não poderia ser tratado como passível de .descrição extensional sem acarretar confusões, mas só poderia ser pensado no .âmbito normativo, enquanto regra. Retorna-se então à questão da determinação .de uma regra no contexto da discussão sobre as provas matemáticas e .analisa-se a noção de surveyability. No quarto capítulo, considera-se a .noção de semelhança de família. Ressaltam-se então os pontos centrais da .estratégia de Wittgenstein para o problema da determinação de uma regra: o .abandono da extensionalidade e da univocidade do significado. Ao invés de .classes ou elementos primariamente determinando a relação entre as .instâncias de uma regra, teríamos antes a própria relação como constituindo .tais instâncias e esta relação interna seria estabelecida na própria prática .de emprego lingüístico. Finalmente, na conclusão, elabora-se uma .reconsideração do que foi desenvolvido a partir das relações entre .generalidade e circularidade.